Ela se afastou dos vidros que cobriam toda a parede voltada para a cidade abaixo. Segurava uma taça de cristal com um líquido vermelho quente em seus dedos fantasmagoricamente brancos.Um homem grande, pálido, entrou na sala, com a cabeça baixa, a beleza dela o intimidava sempre.
- Pediu para me ver, Dona Mercedez?
Ela se virou em direção ao acanhado Brujah:
- Pedi, Eli.
Ele observou e escutou ela se movimentando em sua direção, fitava apenas os saltos altos vermelhos. Sentiu que ela pôs o dedo indicador em seu queixo e obrigou-o a olhar diretamente nos seus olhos:
- Parece tenso. Beba algo.
E estendeu a taça a ele, que agarrou com as duas mãos, bebendo lentamente. Ela tirou-lhe o cabelo que caia na testa, antes de se afastar e voltar a encarar a cidade lá em baixo.
- Você viu as fitas. São eles? São os mesmos?
Ele acabou de tomar o líquido em êxtase.
- Sim, senhora. Estes dois eu vi no estacionamento da Federal.
- Esta cobrinha está trazendo bruxos para perto da família... Vamos ter que cuidar disso...
Ele ergueu a sobrancelha rapidamente e perguntou:
- Devo eliminá-los, senhora?
- Não, claro que não. Deixe que ela pense que a trégua ainda faz sentido! Mandarei outros fazerem. E dai ela será pega de surpresa... O contra ataque deles, seja efetivo ou não, será perfeito para a gente.
Ela se volta novamente na direção do homem, que baixa a cabeça.
- Vá, Eli. Lembre-se: você nunca esteve aqui!
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