- Interessante que chegou a estas conclusões. E elas fazem todo o sentido.
- Agradeço, Anderson. Mas ainda tenho tantas teorias, tantas perguntas!
- Algumas teorias você vai poder por à prova quando seus
conhecimentos em forças aumentarem. Não conseguirá acelerar nenhuma partícula
neste estado, Bino.
O professor ergueu a mão e soltou as anotações no ar, que
por um segundo ficaram suspensas, até que ele declamasse: IGNATE! E as folhas
de papel se incendiram enquanto desciam lentamente até o chão. Quando o
tocaram, já não havia mais nada.
- Mas, Anderson! Por quê?
- Por muito menos a inquisição já foi formada, rapaz! Até
que aprenda a escrever um grimório este tipo de coisa tem que ficar APENAS na
sua cabeça.
Ele concordou com a cabeça:
- Mas posso continuar observando? Procurando?
- DEVE! Você só vai conseguir provar as teorias que propõe
se observar outras facetas. Há outros aqui no campus como você.
- Como eu? Exatamente?
- Claro que não! Rs Já te falei que cada um faz à sua
própria maneira! Cada um expressa sua própria singularidade, método.
Ele meneou com a cabeça e olhou o relógio de pulso:
- Preciso ir! Tenho que encontrar a Thais antes da aula!
Levantou-se enquanto o professor pegava um charuto na
gaveta:
- Bino...
O rapaz abria a porta quando se virou para prestar atenção.
- Já te falei sobre esta estranha mania...
O rapaz olhou intrigado: Que mania?
O professor pôs o charuto na boca: IGNATE! A ponta do charuto se acendeu e ele acrescentou:
- Esta estranha mania de tentar ser humano...


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