- Pater noster, qui es in cælis: sanctificétur nomen tuum;
advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua sicut in cælo, et in terra. Panem
nostrum cotidiánum da nobis hódie;
et dimítte nobis débita nostra, sicut et nos dimíttimus
debitóribus nostris; et ne nos indúcas in tentatiónem; sed líbera nos a malo.
Amem
Apertou ainda mais a cinta de cilício, sentiu o sangue escorrer pela coxa
esquerda e pingar no chão. Segurou o urro de dor.
- Pater noster, qui es in cælis: sanctificétur nomen tuum;
advéniat regnum tuum; fiat volúntas tua sicut in cælo, et in terra...
Sentiu a mão no seu ombro: Estou aqui, ele disse.
Sem coragem de olhar para trás, sorriu de alívio:
- Por que me abandonastes?
Nunca te abandonei, Dante. Estou contigo o tempo todo, desde
antes de você nascer e estarei contigo até que entendas que não sou mais
necessário...
- Estou perdido. Não sei se fiz o certo ao refugiar-me aqui.
Só há descrentes, só há mundanos!
Meu amado Dante, não deixes que tua luz afaste as mariposas
que te procuram. A sua luz deve ser farol, para guiar e não chama de fogo, para
matar. Já te disse que Jesus se cercava de prostitutas, leprosos e pobres, não
dos reis e sacerdotes. Teu orgulho te corrompe!
Por cima do ombro ele passou a chibata para Dante, que a
segurou tremendo.
- Quantas, senhor?
7, Dante! O número da alma com cabelos de anjo que vai te
achar!

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