quarta-feira, 23 de outubro de 2019

No creo en las Brujas - Parte I


- Mas eu não preciso disso para fazer a proteção, já faço de outra maneira!

Disse ela enquanto desenhava com giz um pentagrama, no centro do qual colocou uma vela azul.
Seeeei que pode, disse a serpente, mas asssssim fica maisssss forrrrte.
- Ele é um vampiro, não é? – virou-se em direção à serpente, que recuou, sem responder. – Ele não respira, não tem calor! Zumbis podem dar aula?
A cobra penas sibilou, ela olhou inconformada. Puxou um espelho de mão de prata e começou a fazer os desenhos no rosto. Desenhos antigos, que seus ancestrais usavam mil anos atrás.

- Bem... vampiros também não deveriam poder!
A serpente subiu rapidamente pelas pernas na bruxa e suspirou em seu ouvido.
Imagine sóo que poderíamossss fassssserrrrrr com sangue de vampirosssssss

Acendeu a vela azul, pegou a adaga, consagrou-a e em seguida recitou:
- Pele de dragão, olhos de serpente. Nem o fogo, nem o vento, nem a terra e nem a tempestade me atingem.

A serpente sibilou sua língua novamente. Sentiu que por baixo de sua pele cresceram escamas verdes, viu a leve ondulação que fizeram em sua pele ao crescerem. Tocou com os dedos: quase insensível ao toque. Levantou-se:

- As vezes eu tenho a  impressão que conforme a luz bate, eu fico meio verde, sabia?
A serpente olhou-a com descaso.
Leve a adaga, nunca sssse sssssabe o que pode acontecccccerrrr numa aula de química orgânica!



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